quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Repouso



Ficou meu  abraço
Meu sonho e a antiga cantiga escondida,
Dorida canção
...e por dentro de mim
um sono profundo
A procura de paz

Ficou  meu pranto mudo
A força e a graça da acesa chama e
As glórias passageiras e alvissareiras
...e por dentro de mim
 a funda escuridão sob o nada
agasalhada , aprisionada e engaiolada.

Ficou o silêncio e o repouso ferido,
Imerecido,
 de lágrimas molhado...

Por fim.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Concurso de Poesias


10 º Concurso On-Line

“ Prêmio Alzemiro Vieira de Poesias

Participe!
Regulamento e Ficha de Inscrição no site do Grupo
 - no link “Concursos”.
Boa sorte!



Eloah Westphalen Naschenweng
Presidente do Grupo de Poetas Livres

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Talvez



Talvez quem sabe...
Talvez o encanto se perdeu
Na loucura inconsciente do tempo
Que fez do sonho, apenas memória.
Talvez a história
Ávida  e revolucionária
Tantas vezes desprovida de coragem,
De vida e de espírito
Fosse luz errante ...e nada mais.
Talvez a ternura desejada,
A brisa e o afeto
Soasse como promessas
E fizesse dos fios da vida
Uma teia apaixonada.
Talvez o desnudo coração
Fizesse da perda maré cheia
E depositasse, em lágrimas,
A dor esvaída.
Talvez do que ficou
Sobrou apenas um sopro lívido
E complacente de amor
Talvez... quem sabe...

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Esperança

Esperança,
Trazes no vento asas de serenidade
Sopro arredio , anseio que flui, agasalha e incerto apaixona
De luar envolta ,te  soltas em festa, gorjeias e cantas.
Como bruma em ermos descampados vestes o sonho de brancura engrinaldada, mística e leve como o alado voo dos pássaros.
Ritual  aéreo, possuis da vida o perfume das rosas ,  essência que viceja livre pelo coração, e gravita.
Sidéreo desejo secreto, feito de ardor, florescência, de sonhos e de paz.
És clarão sobranceiro, caminho de flores, generoso beijo de luz e de fé.

De sonhos gerada,  Deusa da felicidade, feita de viço,  buscas na alma o clamor e  a emoção eterna do amor.


sábado, 10 de maio de 2014

Amor e Dor de Mãe

Minha homenagem à todas as mães e a você especialmente que visita meu Blog.

"Sei de mulheres tristes, submissas, violentadas, mutiladas, perseguidas e queimadas - sem espaço e sem vida.
Sei de mulheres sedentas, esfomeadas, desgastadas do tempo, da dor, do medo, 
das amargas mágoas e das cicatrizes incuráveis.
Sei de mulheres, que como tantas 
carregam nos ombros a herança
 sombria de Ser - alimentando-se de inquietudes, desesperanças e lágrimas 
que calam fundo na alma e deixam rastros na história.
Mas eu sei também, que estas 
mulheres no tempo, no espaço da
 vida, escondem as dores, descoram as tristezas para que no aconchego de
 seus braços possam transformar o 
silêncio da alma em ternura, abrigo e acalanto para seus filhos.
Sei da sua acordada fé, sua tenacidade, resistência, sua doação, sacrifício e a
magia da doçura que se faz leveza intensa e sempre maior.
Sei que suas mãos 
perpassam, confortam, agasalham 
e transmitem no afago o afeto absoluto
 e pleno do amor, que resiste e persiste  no seu coração de Mãe.
Transcendência, dádiva generosa,
 catarse purificadora, que faz da mulher
 e do seu amor, o amparo único 
e insubstituível no coração dos  filhos amados,agora e sempre."
  

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tira Tuas Sandálias


Tira tuas sandálias
Pisa na seiva de que é feita a vida
Sinta entre os dedos o sargaço morno
Que se embaraça na umidade prazerosa
Deixa-te perder por um instante na deliciosa letargia
A solidão que carregas se prende no mar sem fim.
Nas ondas que banham o verde das algas, solta teus sonhos,
Inunda tua alma e flutua beatificada.
Faz do vento murmuro que se espalha e da voz da natureza e dos pássaros marinhos a energia que te afaga.
Ouve,
A canção geme iluminada pela lua soberana, atravessa as sombras, mergulha transfigurada e repousa na limpidez das águas.
Miragem de luz, fresca madrugada.
Perfeito esplendor
Acorda,
Agarra – te a vida e esgota teus sentimentos
As palavras presas se agitarão errantes.
Siderado entre o desejo do grito e o pacífico anseio da quietude, captura a esperança.
Em prece solitária, hás de segredar trêmulo e redivivo,
Todo amor fecundo e livre, que sobrevive enraizado como as algas na perfumada e densa escuridão.
Mar de luar estrelado, perfeito, cativo e eterno sentimento.
Dócil companheiro!



domingo, 23 de março de 2014

Senões


Borro a vida de senões
Deixo as certezas serem carregadas, pelo tempo em desalinho.
Tenho dúvidas!
Sou refém deste movimento de desaceleração.
Fecho-me na dor da minha solidão.
Estendo minhas asas, quero voar. Nem a lentidão do ato é capaz de me levar além.
Estou perdida nas minhas vontades.
Não escuto minha própria voz. O som se perde e se espalha no silêncio e se escora na esterilidade da alma
Sei que não é omissão, nem teimosia - é trégua, é tempo para deixar a vida se alinhar, curar – se, repaginar a história, para então expor a imaginação, reviver os sonhos e fazer do amor regresso.



sábado, 8 de março de 2014

Minha Homenagem às Mulheres no seu Dia

Coração Feminino

Coração feminino sonha, espera, deseja e se entrega plenamente.

Vê beleza nas coisas simples da vida, se comove, emociona e se depura nas lágrimas que aparecem em abundância, quando a vida  decepciona. Lágrimas vertidas, escorridas que sangram as mágoas e o peso das perdas.
Reinventar-se, desfazer e refazer faz parte do desejo de vencer os desafios, enfrentar e impor-se aos desconcertantes momentos, as frustrações, carências, e aos desencontros que a vida obstinada teima em deixar acontecer.

Ancorado na firmeza feminina se faz tenaz, capaz, indomável, invencível, convicto e confiante.

Veste e despe máscaras, para  buscar  ternura nos momentos agridoces  da vida  e enfeita-se de sonhos  na quietude que paira nos desvãos da caminhada.

Cria simpatias, afetos transitórios, alguns desafetos e deixa-se levar pela ira, pela fúria - se ressente, mas nunca deixa de aquecer novos sentimentos, de recuperar o riso espontâneo e arrebatar-se com a felicidade infinda.

Mas, é o amor, este sim, quando se insinua e faz abrigo é que enfeitiça, cativa, traça ternuras, se doa, amacia, se enche de carícias e afagos para povoar, prender e tornar leve o coração.


De luz e de lirismo, emocionado, transfigura-se inteiramente, para celebrar a vida e as sinuosidades do destino.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Palavras


Vem... deixe que as palavras 
esfreguem as nódoas,
desembaracem os caminhos
 e os labirintos que as margeiam,
 para que caibam todos os momentos 
que estão no seu coração 
como páginas avulsas sempre 
em sobreaviso 
– reflexos de sombras solitárias.

Conceda-lhes o dom de defesa e do diálogo para senti-las agitarem 
dentro em si e varrerem as dúvidas e
 os resíduos enraizados e  amaciar
 o fardo das memórias.

Não haverá veredictos,
 mas sim alívio e muita claridade.
Creia, a realidade pode ser surpreendente.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Simples Versos



Sinto o macio da terra, de súbito, a escorregar entre minhas mãos.
A magia da vida dança ao sol em infinitos pontos de luz e faz o vento trazer da terra uma ceifa de cores.

Lufadas de ar frio carregam o perfume das rosas, a carícia e a beleza das flores e se misturam ao doce aroma da enflorada natureza.

É a vida que respira sonhos emerge, purificada e bela, como os primeiros brotos da primavera.
Como um molde de fantasia, a poeira se arrasta, rola, tempera e se perde entre a brisa vaporosa.
Acolhe o universo como chama energizada porejada de luz.

Tenho sede de vida!
Transe poético jorra em abundância.
Versos simples povoam os cantos desdobrados e soprados pela brisa.
Quimeras, sonhos, crenças, ousam , se enroscam na quietude, arrebatam meus sentidos e despertam as palavras.

O poema que nasce é luz perseverante feita de estrelas, ventos e entalhados sentimentos  que te trazem, como dádiva, cada vez, para mais perto de mim.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quando me Abraças

Quando me abraças
Hei de me lembrar, sempre
O amor assoma, invade,
Fulge, solta o voo
E arfa de encanto.

Quando me abraças
Qual Deusa ou fada peregrina
Num ato de êxtase e oração
Faço do momento delicadeza
E doce paixão

Quando me abraças
Trago-te estrelas no olhar,
Poções mágicas feitas luar, feito flor, feito prazer.
Com as mãos vou pintando de luz teu coração.

Quando me abraças
Esqueço a solidão
Fabrico saudades
Movo-me e me perco neste movimento
Dona do meu querer

Quando me abraças
Transbordo
Farto-me de felicidade.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A Espera


Lá está ela, num fim de tarde, na dobra da esquina, parada, à espera.

Nas mãos aperta com carinho um livro como se a delicadeza lhe desse o valor merecido.

Na alma alimenta a inocência do sonho e a alegria antecipada da felicidade desejada.

Na mente busca as palavras certas para que o gesto imprima beleza ao presente escolhido.

Olhar iluminado fita os ponteiros do relógio e alimenta a expectativa da chegada esperada.

O tempo aos poucos vai passando e mudando o cenário.

A luz diurna do sol esmaece e o céu aos poucos escurece.

A leveza do livro perde-se nas horas gastas da espera. Aos poucos vai sendo alternado nas mãos como se o peso do papel e a desilusão fizessem parte do mesmo pacote.

Indiferente ao seu drama a multidão apressada passa e se distancia.
O encanto, na cadência das horas se esvai.

Olhos de luz, musa do amor dolorosamente desbota seu viço, seu lume.

Daquele momento sonhado só restou, naquela esquina, um livro suado e amassado e um coração ferido sufocando um sonho mutilado.

A inocência, em desamparo, esmorece, silencia e vai... Calada desmerece nas brumas da noite que acontece.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Chega-te


Chega-te ao meu lado.
Não deixes que se escoe o encanto e rasgue a
Memória das dádivas acumuladas.

Amacie o tempo feito bruma, feito prazer para que
Caibam todos os momentos vividos.

Sustenta meus braços, não desistas.

Quero agarrar a vida apaixonada, segurar a lua,
Colecionar estrelas e dedilhar doces melodias.

Seduzida banhar-me pela emoção, pela loucura,
Pela doçura do olhar e no assombro deste
Sentimento poder tocar as nuvens.

Em viço, o feitiço,
Escudo da audácia que preservo bem fundo,
Há de eternizar o grito da felicidade que se
Cala no silêncio da alma e invoca o amor, que
Mudo, sobrevive.

Ante a vida junto o poema, enlaço a eterna graça
E te abraço feita só de amor e brandura.