terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Felicidade


Se eu pudesse congelar o tempo,

escolheria este momento,
exatamente agora,
nesta pouca hora
de uma Quarta feira.
O gerânio novo
enfeitando a prateleira,
O riso de criança
brilhando lá fora.
O livro aberto
no lugar certo, que simplesmente diz:
“Eu não tenho nada,
mas rouxinóis gorgolejam versos na calçada”
É assim que se começa a ser feliz.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Não quero mais sentir essa mágoa.

Quero afastar bem longe esse fantasma que me assombra e se alastra afundando e enterrando os males – cúmplice e obreiro das dores.
Quero sair dessa escuridão. Quero transformar em luz o desgosto envolto em sombras e cheia de indignação, da situação, deixar essa mistura de espectros num canto, prostrados, enfermos e à própria sorte.
Colocar a tristeza de lado e de risos maquiar a vida. Ir à luta, viandante atrás do meu destino. Separar sem medo as camufladas e disfarçadas tiranias e de otimismo, eivada de magia, cabeça ao vento, olhar à frente, divisar o sol, e a luz roubar como um astro no céu infinito.
Abandonar ao léu esse sonho triste. Sem preocupação, deixar de ser o que nunca fui e enxugando as lágrimas lançar-me forte, novamente, á vida.
Prematuramente vitoriosa vou desfraldar minha nova bandeira estimulada pelo que há de vir, porque lá fora está a espera o universo – interminável, impassível, misterioso, maleável e, onde, os pássaros sempre voam sob o horizonte em festa.