segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Para uma Mulher Singular

Professora, escritora poetisa, Sueli Bittencourt, sábia mulher, de boa cepa, construiu sua caminhada na vida  buscando na realidade, nas emoções, no sumo da delicadeza e na essência da alma a veia poética que jorra e frutifica, em abundância.


Olhos de luz, sorriso de gala, coração puro de menina, firme guerreira da vida, mãos tremulas pela idade, mas não menos ágil a depositar sonhos de paz nas teclas do seu computador.

Palavras que fluem e flutuam, arqueiam como sons de claros clarins, latente dom no sobre tom da vida.
Sumo copioso, airoso que fecunda lentamente, no suave feitiço das primaveras eternas.

Nas descobertas adquiridas, no aprendizado dos 93 anos de caminhada, se inventa, se reinventa generosamente e persistente, e num gesto de desafio e rebeldia continua espalhando seu sonho interminável nos Blogs que alimenta e no trânsito diário pelo facebook, mostrando que a tecnologia nunca será barreira para quem acredita no prazer de sonhar e poder através dos traços da linguagem, eternizar sua mensagem.

Rendo aqui, minha homenagem de admiração a essa linda mulher - de fibra, sensata, feita de música, luar e sentimentos, cujo título de Poetisa da Paz a envaidece e alicerça sua responsabilidade de transmitir o ideal de um mundo melhor.

Sueli se sobressai, porque representa para nós a esperança cultivada e plasmada ao longo da vida merecendo nosso aplauso e servindo de exemplo e testemunho de uma vida solidária.

Venha conhecer os Blogs da Sueli:

tudoporummundobemmelhor.blogspot.com

projetopazepoesia.blogspot.com

proamesueli.blogspot.com

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ilusão Perdida


Forjei visões e um futuro que não existe
Sopro ou lampejo de um sonho
Não sei
Roubaram-me a cena
Calou-se a esperança
Das palavras nada há o que não foi dito
Da brisa que se atrevia e entrevia-se o puro sentimento, pouco restou.
Do viço antigo, consumido e fragmentado levo sombras solitárias.
Na luta doída e sentida, na aridez da alma sofrida, um espaço vazio ficou.
Cansei desta busca
Dobro meus sonhos
Engaveto meu coração
Cerro as cortinas
Abandono o palco
O Ser que aflora
Buscará mais além
O fio de esperança
Que persiste e insiste, acima de qualquer verdade,
Em dar sentido a ilusão perdida.