domingo, 24 de outubro de 2010

ALMA DE POETA

(Tela Renoir)
A alma do poeta
É feita de chão de terra
De luz e sedução
Nada é em vão.

Fuga muda
Sutileza enovelada
Esculpe detalhes e entalhes
Abstratas ancoragens.

Impermeável,
Mas insaciável
Recolhe da natureza
Memoráveis belezas.

Puro horizonte
Vestida de lua
Verte memórias
Em tantas histórias.

Segreda queixumes
Tece lembranças
Alimenta esperanças
E todas as ânsias.

Obstinada e sofisticada
Aura etérea
De graça guarnecida
Realça a vida vivida.

Carregada de sentimentos
Transparente
Atreve-se
Se entrega

E
Amorosamente partilha. ( ELoah W.N.)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

POR TI



Por ti, eu me fiz atalho,
Vereda, aleia, margem de caminho,
Agreste, rota,
Que ao florir de sol se doura.

Por ti, eu me fiz estrela,
Esfera plácida que ilumina
Dá brilho e consome a vida.

Por ti, eu me fiz aragem,
Lento vento, doce brisa,
Volátil beijo e sutil desejo.

Por ti, eu me fiz mulher,
Embrulhei meus sonhos
Juntei-me a ti.

Dos sonhos me fiz poeta
Lira pura, serena prece,
Chegada e fim.

Por ti tornei-me espera,
Por ti me fiz amor.(E.W.N)


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DIVERSIDADE

São tantas as faces que nos acompanham vida afora. Faces generosas, acolhedoras e muitas vezes inquietantes.

Expressivas raízes entremeadas por tempo e idades diferentes. Experiências moldadas na vívida e obstinada energia da vida. Labuta, exigente, transbordante – pródiga parceira.
Rebusco nas memórias o testemunho latente da diversidade dos momentos passados e, no desafio constante e imemorável, essa força oculta, poderosa e necessária para amordaçar tristes e amargos sentimentos, ou para impulsionar e realizar tantos sonhos. E, nas surpreendentes transformações que nos fazem diante das mudanças, um pouco atletas, um pouco dançarinas, a mensagem e o aprendizado para restabelecer o equilíbrio e a perfeita harmonia - maneio do contínuo e estranho diálogo, que criamos e travamos com a vida.(E.W.N)