quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quando me Abraças

Quando me abraças
Hei de me lembrar, sempre
O amor assoma, invade,
Fulge, solta o voo
E arfa de encanto.

Quando me abraças
Qual Deusa ou fada peregrina
Num ato de êxtase e oração
Faço do momento delicadeza
E doce paixão

Quando me abraças
Trago-te estrelas no olhar,
Poções mágicas feitas luar, feito flor, feito prazer.
Com as mãos vou pintando de luz teu coração.

Quando me abraças
Esqueço a solidão
Fabrico saudades
Movo-me e me perco neste movimento
Dona do meu querer

Quando me abraças
Transbordo
Farto-me de felicidade.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A Espera


Lá está ela, num fim de tarde, na dobra da esquina, parada, à espera.

Nas mãos aperta com carinho um livro como se a delicadeza lhe desse o valor merecido.

Na alma alimenta a inocência do sonho e a alegria antecipada da felicidade desejada.

Na mente busca as palavras certas para que o gesto imprima beleza ao presente escolhido.

Olhar iluminado fita os ponteiros do relógio e alimenta a expectativa da chegada esperada.

O tempo aos poucos vai passando e mudando o cenário.

A luz diurna do sol esmaece e o céu aos poucos escurece.

A leveza do livro perde-se nas horas gastas da espera. Aos poucos vai sendo alternado nas mãos como se o peso do papel e a desilusão fizessem parte do mesmo pacote.

Indiferente ao seu drama a multidão apressada passa e se distancia.
O encanto, na cadência das horas se esvai.

Olhos de luz, musa do amor dolorosamente desbota seu viço, seu lume.

Daquele momento sonhado só restou, naquela esquina, um livro suado e amassado e um coração ferido sufocando um sonho mutilado.

A inocência, em desamparo, esmorece, silencia e vai... Calada desmerece nas brumas da noite que acontece.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Chega-te


Chega-te ao meu lado.
Não deixes que se escoe o encanto e rasgue a
Memória das dádivas acumuladas.

Amacie o tempo feito bruma, feito prazer para que
Caibam todos os momentos vividos.

Sustenta meus braços, não desistas.

Quero agarrar a vida apaixonada, segurar a lua,
Colecionar estrelas e dedilhar doces melodias.

Seduzida banhar-me pela emoção, pela loucura,
Pela doçura do olhar e no assombro deste
Sentimento poder tocar as nuvens.

Em viço, o feitiço,
Escudo da audácia que preservo bem fundo,
Há de eternizar o grito da felicidade que se
Cala no silêncio da alma e invoca o amor, que
Mudo, sobrevive.

Ante a vida junto o poema, enlaço a eterna graça
E te abraço feita só de amor e brandura.