segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Alma Misteriosa


 Alma misteriosa
Depuras viva, viçosa,
Recantos sonhadores e
Serenos sentimentos.
Sem mácula és
Delicada flor exótica –
Límpida, quase divina.

Trazes na sombria fé fecunda
O misticismo, a emoção e a alquimia.
Irrequieta liberdade
Canto e prosa
Vivendo e sangrando
Eloquente e sempre bela.

Alma misteriosa
Tens a face do amor
Que queima e abrasa
Mas tens olhos de dor
Dragões adormecidos
Rastilhos de mágoas e
Profunda solidão

Sem queixumes
Diluis de leve
Dolentes mistérios e
Embalas em suave soturno
Coisas que o coração derrama
no peito...e enternece.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Esperança


Esperança que povoa o caminho,
Que de belezas inspira loucas e eternas fantasias
Que faz do amor insensato e eterno sentimento
E, do tempo, infinita as horas.

Esta esperança que no peito passeia e vaga
Suspende a alma cheia de ufana glória,
Sopra a vida que o vento volteio leva,
 E do prazer, embreado, sentimento, faz.

Esta esperança, companheira cega e constante,
Que enche de risos, as voltas e reviravoltas que a vida dá,
  Fluída dança ao som de melodias
 Tal qual céu de boemia, desnudando a luz do amanhecer.

Esta esperança que meu coração abriga
Que tece, se veste, se enfeita com retalhadas cores  

 Doce aconchego - arrebatado festim
Sem medo, sem ruído - quase em segredo...