Sou filha da geração das mulheres oprimidas
Casa, comida, roupa lavada
Aspiração, sonho plantado
Moldado
Cultivado
Começo e fim.
Sou filha da geração das mulheres sem história
Moça de família
Não vê, não ouve, não opina
Não traça seu caminho
Segue o do outro.
Sou da geração da transição
Travessia misteriosa
Parto dolorido, conflitos e
Eterna culpa.
Semente e fruto
Frágil cinderela
Forte revolucionária.
Sou da geração da liberdade
Da pílula, dos vícios e dos males.
Ventos errantes, perdas e ganhos
Espaços e escolhas
Ambíguos desafios
Espera, mistério, sonhos.
Suprema Glória!
Mutações...
Um novo passo de dança
E asas para voar.
Amei esse passo estranho que abraço, na prece que envolta comigo permanece. Calcei meus sapatos, andei com as estrelas, defendi a imagem sonhada, olvidada e-vivi. (Eloah)
quarta-feira, 23 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
“Seja o tipo de mulher que, quando seus pés tocam o chão
a cada manhã,o diabo fala "Oh droga, ela acordou”.
Feliz Dia Internacional da Mulher!
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Frase de Autora Desconhecida
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Felicidade
Se eu pudesse congelar o tempo,
escolheria este momento,
exatamente agora,
nesta pouca hora
de uma Quarta feira.
O gerânio novo
enfeitando a prateleira,
O riso de criança
brilhando lá fora.
O livro aberto
no lugar certo, que simplesmente diz:
“Eu não tenho nada,
mas rouxinóis gorgolejam versos na calçada”
É assim que se começa a ser feliz.
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Flora Figueiredo
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Não quero mais sentir essa mágoa.
Quero afastar bem longe esse fantasma que me assombra e se alastra afundando e enterrando os males – cúmplice e obreiro das dores.
Quero sair dessa escuridão. Quero transformar em luz o desgosto envolto em sombras e cheia de indignação, da situação, deixar essa mistura de espectros num canto, prostrados, enfermos e à própria sorte.
Colocar a tristeza de lado e de risos maquiar a vida. Ir à luta, viandante atrás do meu destino. Separar sem medo as camufladas e disfarçadas tiranias e de otimismo, eivada de magia, cabeça ao vento, olhar à frente, divisar o sol, e a luz roubar como um astro no céu infinito.
Abandonar ao léu esse sonho triste. Sem preocupação, deixar de ser o que nunca fui e enxugando as lágrimas lançar-me forte, novamente, á vida.
Prematuramente vitoriosa vou desfraldar minha nova bandeira estimulada pelo que há de vir, porque lá fora está a espera o universo – interminável, impassível, misterioso, maleável e, onde, os pássaros sempre voam sob o horizonte em festa.
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texto E.W.N.
domingo, 30 de janeiro de 2011
A Vida
A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.
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Lya Luft
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Alma de Artista
A poesia desperta
Na sensação esmagadora
De um fantástico bailado
Vibrante de luz
Em uma palheta de cores.
Êxtase de grande abandono
Descerrando a cortina da vida
Compondo entre cores e pincéis
Um colorido sorriso do tempo.
Repouso e paz
Na grande mancha verde
da natureza que acorda.
Pirilampos sossegados,
Lampejos de sonhos,
Flores anônimas que
Balançam ao vento vagabundo.
Pinceladas
sombreando esparçamente
lapsos de tristeza
Formando vida
Em branca tela sem cor.
Andar vagaroso, intuitivo,
Construindo arte e ternura
No pasmo realismo
Da alma adormecida do artista.
Preciosismo fecundo
Doirando sóis de esperanças
Nos olhos doces da solidão.
Pedras brancas num campo tom sépia.
Estranha miragem de tintas úmidas.
Rodopio de emoções
Dilatando o fundo de um ser
Que se completa.
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Texto de Eloah W.N
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