quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Alma de Artista


A poesia desperta
Na sensação esmagadora
De um fantástico bailado
Vibrante de luz
Em uma palheta de cores.


Êxtase de grande abandono
Descerrando a cortina da vida
Compondo entre cores e pincéis
Um colorido sorriso do tempo.


Repouso e paz
Na grande mancha verde
da natureza que acorda.
Pirilampos sossegados,
Lampejos de sonhos,
Flores anônimas que
Balançam ao vento vagabundo.

Pinceladas
sombreando esparçamente
lapsos de tristeza
Formando vida
Em branca tela sem cor.

Andar vagaroso, intuitivo,
Construindo arte e ternura
No pasmo realismo
Da alma adormecida do artista.
Preciosismo fecundo
Doirando sóis de esperanças
Nos olhos doces da solidão.

Pedras brancas num campo tom sépia.
Estranha miragem de tintas úmidas.
Rodopio de emoções
Dilatando o fundo de um ser
Que se completa.

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De fragmento em fragmento vou compondo a minha história.Obrigada por fazer parte desta historia.

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