segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tenho um Poema



Tenho um poema submerso no meu peito
Rompendo meu silêncio e minha solidão
Sacudindo minha alma
E espiando meus sentimentos.
Tenho um poema bem guardado
Com recantos de cores de outono
Adormecidos e insinuando-se em meus
segredos.
Tenho um poema alinhavado
De lembranças a flor da pele
Com o suave olhar urgente do tempo
E o retrato da vida florescida.
Tenho um poema infinito
Que não cabe nas palavras
Tem a ternura de um amor antigo
Seu voo é longo, me escapa as letras

Tenho um poema submerso no meu peito

Guardado assim...

7 comentários:

  1. Que lindeza de versos amiga Eloah
    O teu poema não cabe nas palavras
    e não palavras para enaltecê-lo
    Portanto digo apenas: VISCERAL!
    Um beijo grande

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  2. E que bom que este poema existe, e pulsa, e sai!

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  3. Muito bela a imagem que escolheu!
    Eloah, são sensíveis, ricos e encantadores seus versos. Os poemas habitam o sentir, voam pelo fora e pelo dentro, tentando se materializar. E você sabe fazê-lo de forma especial. Bjs.

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  4. Olá Eloah!!!
    Depois de ler, diversas vezes, esse seu poema, cheguei a conclusão de que a operação preferida de um, verdadeiro, poeta é a divisão.
    E, neste caso, dividir é compartilhar sensibilidades, é espalhar o amor e o encantamento... Que bom que ele saiu para passear por este, fantástico, blog!!!
    PARABÉNS ELOAH!!!

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  5. Pois é, querida poetisa, quando se tem um poema guardado no peito, não há palavras que o deem à luz.
    Pacientemente, aguarda-se o momento que ele queira nascer para que ele viva em plenitude no coração de quem lê.
    E conseguiste!
    Beijinho grade!!

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  6. Uma lágrima teimosa insiste em falar por mim.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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De fragmento em fragmento vou compondo a minha história.Obrigada por fazer parte desta historia.

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