sábado, 16 de março de 2013

Inocência



Um vulto aparece.
A criança que existe em todos nós, sorri.
O vulto saltitante estremece, para, olha, continua.
Canções , letras e notas vibram
E a criança que existe em nós, sorri.
Borboletas esvoaçantes, folhas,
Tonalidades, nuvens e flores encantam
E a criança que existe em nós, sorri.

Tijolo a tijolo, numa mistura de sonhos e esperanças vamos
Construindo, palmo a palmo
Um fulgurante castelo
E a criança que existe em nós, sorri.
O vulto também sorri.
As nuvens dançarinas eternas expiam o vulto
E entre a coreografia da natureza o céu se tinge de anil.
O vulto que é menino sente o coraçãozinho se encher de
Felicidade.
E, então, a ternura vai penetrando devagarinho,
Se aconchegando, se instalando,
E no âmago a beleza de ser gente
Começa a vibrar.

Os dias caminham, caminham
O tempo que para nós tem idade, envelhece.
As nuvens dançarinas eternas chocam-se e de seus olhos
Mil lágrimas se derramam.
O vulto que era menino
Se perde entre as flores estateladas na sarjeta,
E a criança que existe em nós,
Não sorri mais...



13 comentários:

  1. Lindo demais! E temos que fazer com que a nossa criança permaneça em nós! Precisamos dela! beijos,chica

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  2. Simplesmente LINDO!!
    Tão triste quando nossa criança interior adormece.

    Beijos de saudades querida amiga Eloah.

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  3. A dureza da vida tenta tirar a criança que existe em nós,por vezes até o sorriso de esvai,buscar esta criança se faz eminente dentro de nós,bjo linda saudade!

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  4. Que a criança que existe em nós nunca deixe de sorrir.
    Nostálgico e belo.
    Beijinhos
    Maria

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  5. O contínuo ciclo da vida, os que chegam e os que se vão...o tempo não pára, mas temos o poder de trazer os tempos inocentes, pela criança que existe em nós, até o fim do tempo de cada um...
    Saio sempre encantada!
    Beijo, Eloah,
    da Lúcia

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  6. Um triste momento, este no qual a nossa criança deixa de sorrir... lindo demais!

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  7. É preciso deixar acesa a chama da nossa inocência, mesmo sabendo que nem sempre é possível...
    Quando perdemos essa inocência, já em fase adulta, tudo fica mais complicado e meio sem esperanças...

    Um abraço

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  8. Folhas de Outono está aqui,para ler mais uma postagem que escreves com maestria e aproveito para parabenizar o dia do Blogueiro,então nada mais justo do que vir até aqui para parabenizá-los.
    Que continuemos, por muitos e muitos anos,
    colaborando com uma Blogosfera ética,
    sem plágio e unida.
    Um viva pra você e um viva pra todos nós !!!!

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  9. Bom dia, Eloah. Lindo demais. O tempo passa, a vida toma rumos diferentes de outrora, o tempo vai-se em dias e a criança fica ocupada entre tantas coisas, que esquece, que embora o tempo tenha passado, os anos estejam avançando mais e mais, o que nos sustenta mesmo, é a criança interior responsável pelas nossas emoções libertas, o riso, o choro, a naturalidade de fazer acontecer e de ser autêntica!
    Beijos na alma e lindo dia pra você!

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  10. Querida Eloah:
    O seu poema é deslumbrante. No fundo relata a realidade da vida: nascemos , crescemos e murchamos. O certo é que, no entretanto,vivemos e seja qual for idade, há sempre uma criança dentro de nós.
    Aguardo uma visitinha sua no meu cantinho.
    Afagos no coração.
    Boa Páscoa
    Beatriz de Bragança

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  11. Essa criança que existe em nós...Sempre travessa...!

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  12. Elohamiga


    Vogando pela blogosfera, sem rumo definido, encontrei-te no blogue da Manuela Barroso, Vim até cá – e gostei. Foi uma boa dica. Se não tivesse gostado, também to dizia. Sou pão, pão, queijo, queijo; ou como na tropa aprendi: serviço é serviço; conhaque é… conhaque.

    Vou a caminho dos 72 aninhos. Sou virgem (20/09/41, para efeitos de prenda…) mas tenho, temos, a Raquel e eu, três filhos, três noras/filhas, quatro netos e uma neta. E vamos fazer 50 anos de casado – ai o que eu tenho sofrido para aguentar tamanha cruz… Bodas de ouro? Nada, não. Na verdade, bodas de felicidade.

    Gosto de ser brincalhão e brejeiro com quem mo merece – e mo permite e me responde no mesmo tom. A minha Travessa do Ferreira (http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com ) pode ser o exemplo do que adoro gozar: enfim, sou um velhote que persiste em ser jovem… da cabeça… de cima.

    Como aqui vim e como Amor com Amor se paga, espero por ti, pelos teus comentários e pela tua (per)seguição. O mesmo já aqui fiz, ou seja: já faço parte dos teus seguidores. Podes entrar na minha Travessa que então será também tua. Isto é, nossa. Não pagas portagens, não te cobro impostos, incluindo o IVA a 23%.

    Peço-te desculpa deste escrito que é maior do que a légua da Póvoa; mas tentei meter o Rossio na rua da Betesga e aqui está o desastroso resultado. Enfim, eu sou realmente assim, maluco e orgulho-me de o ser. Sou mais de prosa, mas gosto também de poesia e de quando em vez faço umas quadras, uns sonetos, ou seja coisas do antigamente…

    Qjs = queijinhos = beijinhos

    _________________
    NB – Este texto é estereotipado. Não tinha, nem tenho, nem teria tempo de o escrever a cada um, um por um. Mas não entendas isto como falta de consideração ou despautério. Mas posso assegurar-te que quando se é reformado é quando se trabalha mais. E ainda: um jornalista nunca se reforma – no papel, sim, na mentalidade, nunca.

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  13. A inocência não resiste à passagem do tempo. A vida nos coloca no chão, para sentirmos a realidade. Mas não podemos deixar triste a criança, pois seu sorriso nos torna melhores e nos alimenta a esperança, mais uma vez. Bjs.

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De fragmento em fragmento vou compondo a minha história.Obrigada por fazer parte desta historia.

Fragmentos

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Recomeço

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