Farei da ausência um refúgio e da dor da espera a promessa de uma
beleza silenciosa.
Terei o tempo no abismo que margeia, sem movimento, sem pressa e um
amor tão grande como o universo.
Ouvirei teu riso e verei o afeto escondido, esmagado e doído a
transbordar desejos e inundar-se de sentimentos e sensações.
Solitária, segurarei o grito
da angustia, o clamor das saudades, a poesia no coração e os sombrios
pensamentos a escorrer e agigantar-se na escuridão da alma.
Aprenderei que o que quer que aconteça as estações mudam, vida se organiza, as lágrimas não são
perdidas e a festa ainda está para acontecer.

