quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Talvez



Talvez quem sabe...
Talvez o encanto se perdeu
Na loucura inconsciente do tempo
Que fez do sonho, apenas memória.
Talvez a história
Ávida  e revolucionária
Tantas vezes desprovida de coragem,
De vida e de espírito
Fosse luz errante ...e nada mais.
Talvez a ternura desejada,
A brisa e o afeto
Soasse como promessas
E fizesse dos fios da vida
Uma teia apaixonada.
Talvez o desnudo coração
Fizesse da perda maré cheia
E depositasse, em lágrimas,
A dor esvaída.
Talvez do que ficou
Sobrou apenas um sopro lívido
E complacente de amor
Talvez... quem sabe...