quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lucidez

Tela de Pino Daeni

Chegastes de surpresa trazendo na alma o desvario da imaginação e o delírio febril da imperiosa insensatez.


Viestes com o desejo férreo e o sutil sopro de otimismo, feito natural este andar pela vida, com urgência diante do presente que nos cerca.

Trama frágil, incerta e hesitante faz morada na crua realidade incontestável dos golpes que o destino prepara.

Por conta deste rastro intempestivo de amor carregado de paixão e carente de entendimento, o mundo avança e nós na periferia dos sentimentos,  perdidos,  vamos transitando.

O tempo recompõe a ordem e o lugar apesar das vontades, como quisesse se proteger do desconcerto, dos afagos, seus afetos e o calor das promessas generosas.

Restou a lucidez acuada, mas intensa, e na quietude da alma a doce passagem do sentimento que nos encantou  sem reservas e  o  apreço  que nos unirá  em perene amizade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Generosidade



 A generosidade é como terra macia saudável e florescente.

Chega de mansinho, respinga ternura, agasalha as urgências e a imperiosa carência de calor e afeto.

Sem desculpas e nem pretextos, suave e branda, Faz do instante doce entendimento.

Toca nos sentimentos e repousa intangível, mas poderosa nos recantos da alma.

É agasalho, é hesitante anseio que emerge e se ajusta a realidade - vislumbra a esperança entre a ternura e o riso e como um ombro macio e amigo  tinge o caminho, tal qual um belo tapete vermelho.

É a eterna história tão antiga e tão nova a eivar de encanto, feito natural, a trajetória da vida.



Poetas amigos(as) estive ausente aproveitando uns dias de descanso na praia.Logo vou colocar minhas visitas em dia.   
Praia de Cima - Pinheira - Santa Catarina

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quase Perfeito



Deixo-me levar pela delicadeza e a graça enigmática de um belo desafio.

Junto a energia e a tranquila jovialidade que habilidosamente invisível se refugia no silêncio da alma.

Ouso novas incursões neste controvertido mundo dos sentimentos, a fim de dar passagem a um novo jeito de abraçar a vida.

Abro meu coração e flutuo neste vulnerável tempo. Afasto o manto das sombras transparentes para cobrir distâncias, atar outros laços e ouvir o acalanto  da vida.

Desperto para os ecos cristalinos que fazem das lágrimas, risos e da tristeza, anseio e aspiração.

Rodeada por este novo momento, nem de todo pleno, mas arauto benfazejo e amoroso, revisto - me de calma e, em plácida harmonia, vivo a doçura que a vida me presenteia.

Balsamo efêmero, migratório, inestimável e essencial - quase um sonho perfeito.

Faço do sonho um ponto de luz para não naufragar ante a distância que resiste e nos une.