terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Prece

Presépio Instalado na Praça XV  de Novembro - Centro - Florianópolis

Desejo a VOCÊ:
Que o não seja a palavra da liberdade e da opção;
Que o sim venha possuído da força do coração e 
que a aquiescência seja a fonte da razão, 
da emoção e da paixão;
Que o tempo seja o sinônimo de poder realizar e
 que o infinito, na sua pluralidade, 
possa criar e recriar faces amadas;
Que as certezas encantem a alma inocente, 
que indiferente, de repente, na sua esplêndida 
loucura venha abraçar a lua;
Que o canto não seja um pranto e que o som 
brando seja o adejo que prenuncie 
depois do amor um terno beijo;
Que a vaidade exista sim - mas que venha despida 
do egoísmo e da soberba;
Que as sombras sirvam apenas como ponto de 
parada não de chegada e que a luz seja o lume 
que norteia as curvas do caminho;
Que a mocidade não se perca nas horas contadas 
e recontadas e que o coração se revista e resista
 na eterna esperança, em abundância;
Que os sonhos sejam a aurora que mora 
faustísssima 
e faça do ser e do ter real significado.
Que o sorriso e o franco riso carreguem 
de tenura a ventura que fulgura e propicia 
a alegria pura.
Que o amor indômito, em festa, manifeste
 os sentimentos e que os desejos sejam a harmonia 
que vibra, eleva e dá dignidade a alma.
Que a maldade fique aquém e além e que se 
faça sempre o bem para alguém;
Que as amizades estejam sempre presentes e que 
não falte nunca ombros amigos;
Que as mãos se estendam em direção a outras mãos 
e que a inclusão esteja presente no coração 
de todos;
Que o trabalho seja a fonte da vocação e o condão 
da realização;
Que a viagem seja uma trilha luminosa e que 
os pés, ao sair do ninho, no compasso,
 acertem o passo, 
e na sua inevitabilidade emprestem a marcha,
 o brilho das estrelas, o sabor do vento, o calor 
do sol, o conforto da humanidade e
 o preciosismo da vitória.
Enfim, que a paz seja a constante de todo instante.
Feliz Natal!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ingenuidade


A ingenuidade permanece em nós arraigada na sua imaculada aspiração de sonhar com a felicidade desejada.

Pobre, modesta e límpida virtude.!Nem seus passos brandos, nem sua ânsia são capazes de fazê-la permanecer intacta no bojo do abrigo que para si criou.

A vida e suas singularidades vãi levando e corroendo com descaso as bordas que servem de apoio para enfrentar as adversidades.

Não somos perfeitos.
A caminhada alia-se a realidade conspiradora - dura coadjuvante a despeito do recato, da beleza e da singeleza dos sentimentos da alma.

 Remexe , suga, desloca, agita e muitas vezes, acalma, abranda e sossega os sonhos.

Funde-se a desesperança, perde-se até o brilho na jornada, mas jamais a desilusão fará da marcha a apatia que impedirá a evolução, o aprendizado e as lições que a vida dá.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sem Amor


A vida sem amor é vento frio,
É sono estéril,
 Sopro vazio e ofego reprimido.
É luz que se apaga e do tempo, escuridão faz.

Sem respostas a chama desvanece
Espantalho agonizante
Num último rastilho, parte do coração se vai,
Parte da alma, triste, esmorece.

Faz-se silêncio
Nada é fácil, jamais.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Aliança




   Indulgente pacto com a vida travas,

 Tal qual forja forte,

Fortuita aliança, crias.

Descansas sob meus próprios ombros

E insondável, caminhas.



 Compassiva e absorta te ajustas,

Na placidez das sombras, derribas e descansas,

No morno vento que se abrasa lento

A luz doce, fumarenta névoa,

Tal qual o sol que descamba e dorme.



Silenciosa, iluminada e desmedida sanha,

No sagrado cerne da eterna chama buscas,

Tranças teu manto que de fantasias teces.

Quimera pura - qual sonho alado

Ao meu lado vives.


(In Além dos Fragmentos)



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Minha Princesinha Baby



Minha princesinha  me deixou. Como disse um  amigo, virou uma estrelinha.
Restou a dor da perda, da companhia e a casa vazia.
Saudades infindas...


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Coração Feminino




Coração de mulher sonha, espera, deseja e se entrega plenamente.

Vê beleza nas coisas simples da vida, se comove, se emociona e se depura nas lágrimas que aparecem, em abundância, quando a vida  decepciona. Lágrimas vertidas, escorridas que sangram as mágoas e o peso das perdas.

Reinventar-se, desfazer e refazer faz parte do desejo de vencer os desafios, enfrentar e impor-se aos desconcertantes momentos, as frustrações, carências, e aos desencontros que a vida obstinada teima em deixar acontecer.

 Ancorado na firmeza feminina se faz tenaz, capaz, indomável, invencível, convicto e confiante.

Veste e desveste máscaras, para  buscar  ternura nos momentos agridoces  da vida  e enfeitar de sonhos  a quietude que paira nos desvãos da caminhada.

Cria simpatias, afetos transitórios, alguns desafetos e deixa-se levar pela ira, pela fúria - se ressente, mas nunca deixa de aquecer novos sentimentos, de recuperar o riso espontâneo e arrebatar-se com a felicidade infinda.

Mas, é o amor, este sim, quando se insinua e faz abrigo é que enfeitiça, cativa, traça ternuras, se doa, amacia, se enche de carícias e afagos para povoar, prender e tornar leve o coração.

De luz e de lirismo, emocionado, transfigura-se inteiramente, para celebrar a vida e as sinuosidades do destino.


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